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Ministro Luiz Fux, do Supremo, realiza audiência pública para discutir medida provisória que proibiu as bets

Audiência Pública no STF discute proibição de bets no Brasil O ministro do Supremo Luiz Fux realizou uma audiência pública para discutir a medida provisó...

Ministro Luiz Fux, do Supremo, realiza audiência pública para discutir medida provisória que proibiu as bets
Ministro Luiz Fux, do Supremo, realiza audiência pública para discutir medida provisória que proibiu as bets (Foto: Reprodução)

Audiência Pública no STF discute proibição de bets no Brasil O ministro do Supremo Luiz Fux realizou uma audiência pública para discutir a medida provisória que proibiu as bets. Ele é o relator das ações sobre o tema. A audiência reuniu representantes dos clubes de futebol, entidades da sociedade civil e ministros do governo. As apostas esportivas foram legalizadas em 2018, mas a regulamentação só veio no fim de 2023. O governo arrecadou cerca de R$ 15 bilhões com a taxação das apostas. No fim de setembro de 2026, às vésperas da eleição, o governo Lula proibiu as bets por uma medida provisória. Na audiência, o ministro Luiz Fux defendeu o banimento das bets, mas afirmou que a medida do governo trouxe questões que precisam ser discutidas pelo STF, como a segurança jurídica dos contratos e os impactos econômicos da proibição. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O ministro da Justiça, Wellington Lima, afirmou que as apostas online criaram um problema para a saúde e a segurança públicas: “A atividade econômica de boa-fé, desenvolvida por diversos atores durante esse período, há de ser ressignificada e os agentes econômicos certamente saberão como agir e proceder nesta seara. Mas a medida provisória editada pelo presidente da República era de fato imperativa e, com todo o respeito de entendimento diverso, eu reputo que relevante, sim, e urgente”. O advogado-geral da União, Jorge Messias, disse que a regulamentação do setor não foi suficiente para evitar os impactos negativos na população: “O Brasil procurou regular esse mercado, estabeleceu autorizações, controles, fiscalização e regras de publicidade. Apesar desses esforços, as externalidades se avolumaram. Os danos alcançaram a saúde mental, o orçamento doméstico e o convívio familiar, com efeitos especialmente gravosos sobre pessoas vulneráveis. A existência de uma regulamentação progressivamente aperfeiçoada, infelizmente, não se traduziu na proteção efetiva que a Constituição exige”. Ministro Luiz Fux, do Supremo, realiza audiência pública para discutir medida provisória que proibiu as bets Jornal Nacional/ Reprodução Os representantes dos clubes de futebol criticaram o prazo de dez dias que a MP deu para o fim das bets; afirmaram que a proibição comprometeu receitas que haviam sido previstas com base na regulamentação anterior e defenderam regras mais restritivas para o setor como alternativa à proibição total. “O Brasil, com o respeito devido, não pode romper com os ideários de liberdade e iniciativa, liberdade econômica, a partir de uma medida provisória que impõe aos clubes e associações o rompimento de seus contratos. Quem pagará essas obrigações financeiras contraídas por esses clubes na expectativa de que a legislação que regia a época da vigência dos contratos seria mantida?”, pergunta Flávio de Araújo Willeman, vice-presidente do Flamengo. A Associação Brasileira de Liberdade Econômica afirmou que a medida provisória fortaleceu o mercado ilegal: "Quando a gente olha os dados de acompanhamento de sites ilegais do sistema legitbet, que é um sistema adotado pela Polícia Federal para acompanhar esse tipo de dado, a gente percebe aí sim uma correlação forte. Isso é correlação forte. Isso é correlação que destaca entre a geração de sites ilegais e a medida provisória. Que o setor ilegal está vendo uma oportunidade de mercado, ele está. Aqui o setor ilegal está olhando para a decisão da MP: 'opa, pera aí que aí pode ter uma oportunidade para eu ganhar dinheiro', esses dados são eloquentes nesse sentido", diz Eric Brasil, da Associação Brasileira de Liberdade Econômica. O debate vai ajudar o Supremo a decidir oito ações sobre as bets: quatro contra a medida provisória que proibiu os jogos online e outras quatro contra a lei que regulamentou as apostas. Não há data para o julgamento. Já o Congresso tem até março de 2027 para decidir se mantém ou derruba a medida provisória do governo. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Após avanço das bets, afastamentos por ludopatia batem recorde em 2026 Bets pagaram R$ 1,1 bilhão aos maiores clubes de futebol em 2025; veja o impacto da proibição